Fratura por estresse

O tecido ósseo tem a função de sustentação de todo o nosso corpo, de proteção a todos os órgãos nobres e de servir como ponto de apoio nas alavancas que realizam todos os nossos movimentos do dia a dia. Define-se uma fratura como uma solução de continuidade na cortical óssea e as fraturas podem ser classificadas de várias maneiras dependendo da energia do trauma, da direção da força aplicada no osso e na combinação ou não de lesões de tecidos periféricos (vasos, nervos ou tecidos músculo esqueléticos adjacentes).

Vamos nos ater aqui às lesões denominadas fraturas por estresse. Para o leitor ter uma visão mais clara do significado da expressão acima, basta imaginar uma vara de bambu que, ao ser solicitada além do ideal, começa a apresentar pequenas ranhuras nos pontos de maior solicitação antes de “quebrar” de vez.

Se ele é feito para suportar impactos e cargas, então, por que acontece uma fratura por estresse? Vamos dividir essa resposta em 2 categorias:

  1. Doenças ósseas metabólicas – nesse caso, imaginemos que o osso em questão tem alguma alteração na sua fisiologia de formação ou na sua fisiologia de absorção. Esse osso “doente” não suporta as cargas fisiológicas e acaba quebrando. Ex: Osteogênese Imperfeita (assunto para outro texto).
  2. Fraturas por estresse em atletas – assunto principal desse texto inicial. Nesse caso, temos que admitir que o tecido ósseo é sadio e apto a ser submetido a cargas. Então, qual o motivo do surgimento e da incidência significativa do diagnóstico de fraturas por estresse na comunidade de corredores, triatletas e outros atletas de endurance? A resposta mais simples que podemos dar é “SOBRECARGA ANORMAL”, ou seja, acima da capacidade de adaptação do osso ao novo estímulo. As fraturas mais comuns são as que ocorrem nos ossos dos membros inferiores (colo femural, planalto tibial, tíbia e metatarsos).

O tratamento, na maioria dos casos, é o tratamento conservador. Repouso relativo, retirada da carga “anormal” e proporcionar que a balança absorção/formação penda para o lado da formação. O tempo do tratamento é multifatorial e depende de vários aspectos que são avaliados pelo médico e fisioterapeuta que conduzem o caso.

Alexandre Ferrari

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